(1989) Black Sabbath – Headless Cross


A década de 80 foi difícil pra Tony Iommi e seus comparsas. Após a saída de Dio, a tentativa de “super grupo” com Ian Gillan nos vocais rendeu um ótimo mas nem tão bem sucedido disco. Após esse período o Black Sabbath chegou a encerrar suas atividades, até 1986 quando Tony Iommi teve que lançar um álbum solo com o nome do Black Sabbath devido a problemas judiciais. Esses mesmos problemas fazem com que algumas faixas de Headless Cross sejam creditadas ao Sabbath e não somente ao guitarrista. Headless Cross mostra um Sabbath renascendo das cinzas dos últimos trabalhos, voltando o peso e morbidez que o consagraram. Sem dúvida o melhor álbum da banda depois da era Dio, vale a ouvida!

Melhor música: When Death Calls

Pior música: Call Of The Wild

1 – The Gates Of Hell (Black Sabbath) (1:06)

Uma atmosférica e sombria introdução ao álbum.

2 – Headless Cross (Tony Iommi/Tony Martin/Cozy Powell) (6:29) 5/5

A intro na bateria de Powell anuncia o retorno do Sabbath ao som macabre que o consagrou. Headless Cross lembra o clássico Heaven And Hell em alguns aspectos, mas ainda tem muitas particularidades. Tony Martin se mostra um vocalista com “Selo Black Sabbath de Competência” e arrebenta já na primeira faixa. Contrariando o padrão da banda de iniciar seus álbuns com uma faixa rápida, temos aqui uma faixa cadenciada com grande destaque ao riff visceral de Tony Iommi, e ao incrível Cozy Powell nas baquetas. Começa com o pé direito.

3 – Devil & Daughter (Iommi/Martin/Powell) (4:44) 5/5

Parece que de fato Tony Iommi teve inspirações divinas (ou muito pelo contrário). Depois de 2 álbuns sem riffs marcantes, que são a característica principal do guitarrista, temos de volta a genialidade de Iommi. O riff da segunda faixa é cortante e melódico ao mesmo tempo. Aliado aos sempre bons vocais de Martin e a competente cozinha de Cozy Powell/Laurence Cottle, temos uma pérola um tanto quanto esquecida do Sabbath. Sombria e agressiva, entraria fácil em qualquer outro clássico.

4 – When Death Calls (Black Sabbath) (6:55) 6/5 5/5

Essa é a hora em que o resenhista (amador, como eu) da um chute na imparcialidade e escreve coisas como “PUTAQUEPARIU!!! ISSO É BLACK SABBATH!!!”. Caro leitor, apresento-lhe sem dúvidas uma das melhores músicas da história dessa banda que é seminal, não só pra quem gosta de rock/metal, mas pra quem gosta de música como um todo. O conceito de “música pesada” geralmente é relacionado a distorções nos instrumentos, ou até mesmo ao ritmo da música. Esqueça isso. Temos aqui um exemplo do real conceito de “música pesada”, coisa em que o Black Sabbath é pioneiro e mestre. A faixa começa com uma introdução bem lenta e sombria no baixo (!), seguida pelos vocais potentes e melancólicos de Tony Martin. O refrão merece menção honrosa pela interpretação monstruosa do vocalista, dando ênfase a atmosfera fúnebre e pesada da canção.  Após alguns versos temos um riff rápido e visceral, dando aquela impressão de ápice da música, que cai em um solo executado com a competência de um mestre, por ninguém menos que o lendário Brian May, do Queen, amigo de longa data de Iommi. No contexto histórico, a banda não produzia uma pérola desse nível desde a era Dio no começo dos anos 80. Avancemos o CD, antes que eu acabe escrevendo um livro sobre essa música. Próxima!

5 – Kill In The Spirit World (Black Sabbath) (5:11) 5/5

Depois de sermos esmagados pela faixa anterior, os caras parecem ter um pouco de piedade de nós. A quinta faixa tem uma pegada bem mais leve, lembrando o que foi feito no Seventh Star (1986). Mas nem por isso deixa de ser uma puta música. Tony Iommi estava sem sombra de dúvida inspiradíssimo na composição desse álbum, apresentando aqui riffs complexos e bem construídos, além de um ótimo refrão.

6 – Call Of The Wild (Black Sabbath/Tony Martin) (5:19) 4/5

Apesar do ótimo refrão e da boa performance vocal de Tony Martin, o nível cai um pouco aqui, mas não tão bruscamente. O clima segue parecido com o da faixa anterior, porém não com a mesma qualidade.

7 – Black Moon (Black Sabbath/Tony Martin) (4:06) 5/5

Tony Iommi nos brinda com mais riffs geniais e um solo bem diferente das suas influências focadas no blues. A interpretação de Tony Martin lembra muito o que Dio faria no Sabbath. Boa faixa, bem no padrão do álbum.

8 – Nightwing (Black Sabbath) (6:38) 5/5

Uma ótima introdução acústica é seguida pela entrada dos vocais, bem na linha de When Death Calls. A música vai ganhando peso aos poucos e Tony Martin nos proporciona uma de suas melhores interpretações em todo o álbum. O riff de Tony Iommi é simples, com a cozinha quase cavalgando. Entre versos e refrões, Iommi se mostra não apenas um dos maiores riffmakers de todos os tempos, mas também um hábil solista. Nightwing fecha o álbum de forma apoteótica.

Formação do Black Sabbath na época

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  1. #1 por Rafael Trindade em 04/09/2010 - 10:57

    Sem duvida, um album que não tem o reconhecimento merecido, as musicas 3 e 4 são obras primas na minha opinião!

  2. #2 por LucasRooster em 14/09/2010 - 0:36

    O album mais macabro do Sabbath.

  3. #3 por Daniel de Oliveira em 04/12/2010 - 11:22

    Tony Martin é um excelente vocalista, incrível performance. O album é ótimo, pesado e com bom riffs de Tony Iommi. Um dos melhores albuns do Black Sabbath.

  4. #4 por Everton em 17/05/2011 - 22:30

    Cara, na minha humilde opinião, depois do dio, tony martin foi o melhor vocalista do sabbath.
    Pena que foi injustiçado por idiotas que não entedem nada de musica.
    Li uma vez na net, não sei se é verdade, que toni iommi dizia que não gostava do martin, só tocava com ele por causa da gravadora.
    Headless cross, tyr e cross purposes, classicos do black sabbath e da musica mundial, longa vida ao excelente musico, tony martin.

  1. (1989) Os Dez Melhores Álbuns « Roque Veloz /,,/

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