(2010) Ozzy Osbourne – Scream


Seja pela ótima campanha de marketing, seja pelo peso do nome ou simplesmente pela boa música, o fato é que Scream, ao lado de outros lançamentos como o ótimo Aqua, do Angra, superam e muito o badalado The Final Frontier do Iron Maiden. A diferença aqui é a saída do guitarrista de longa data Zakk Wylde, e a entrada de Gus G., guitarrista grego, ex-Firewind. Scream consegue combinar elementos clássicos da carreira do Madman, sem deixar de soar atual. Let The Madness Begin!

Melhor música: Diggin’ Me Down

Pior música: Let It Die

1 – Let It Die (Ozzy Osbourne/Kevin Churko/Adam Wakeman) (6:07) 3/5

Quando entra a linha de baixo, e o riff rápido de guitarra na intro, você logo imagina uma faixa matadora e arrancadora de cabeças. Mas enquanto a música toca temos aquela velha fórmula usada em Down To Earth/Black Rain: vocais meio “eletrônicos”, atmosfera quase New Metal e uma música bastante morna pra abertura de um álbum. Ainda bem que isso muda ao decorrer do álbum. O novato Gus G. aparece pouco, apesar dos solos bem legais. Uma leve acelerada no final, e voltamos ao refrão, que encerra a faixa.

2 – Let Me Hear You Scream (Osbourne/Churko) (3:26) 5/5

Eis o primeiro single do album, pra tirar a impressão da primeira faixa. Aqui o velho Madman de fato canta a música, ao invés de falar. Canção de alto nível de Mr. Osbourne, soa moderna mas ainda tem aquela pegada dos clássicos, daquelas que você ouve e imagina o velho doido correndo e jogando água no público. Gus G. merece aplausos novamente devido aos bons solos e por livrar-nos dos harmônicos excessivos de Zakk Wylde. Amém!

3 – Soul Sucker (Osbourne/Churko) (4:35) 5/5

Mesmo com um andamento mais lento, a terceira faixa mantém o bom nível, com sua pegada meio mórbida. Um ótimo refrão e boas linhas de baixo por conta de Rob “Blasko” Nicholson. Impossível tirar da cabeça o “Soul, Soul Sucker” cantado junto com o riff principal. Ótima faixa.

4 – Life Won’t Wait (Osbourne/Churko) (5:07) 5/5

Balada bem no estilo Ozzy, com passagens acústicas mas sem perder o peso. Uma das melhores do álbum em relação aos vocais do velho Madman, que mostra que ainda tem aquela voz bem característica, difícil de ser imitada, e que pra mim é a melhor do metal, mesmo sem técnica e com todos os danos que sofreu ao longo dos anos.

5 – Diggin’ Me Down (Osborune/Churko/Wakeman) (6:04) 5/5

Se você, como eu, curte a carreira solo do Ozzy nos anos 80, vai sentir uma lágrima escorrendo durante a introdução acústica executada por Gus G., que remete com méritos ao grande Randy Rhoads. Gus G. conseguiu em pouco mais de um minuto o que Zakk Wylde passou 20 anos tentando: ter a sonoridade original de Ozzy, e soar moderno ao mesmo tempo. E é isso que temos ao longo dessa canção épica. Passagens de teclado que nos fazem lembrar de clássicos como Bark At The Moon e Diary Of A Madman, porém com uma nova roupagem, fazendo com que tenhamos uma das faixas mais poderosas do álbum. Simplesmente fantástica.

6 – Crucify (Osbourne/Churko) (3:30) 4/5

Mantendo a mesma linha da faixa anterior, o destaque aqui vai para o ótimo solo de guitarra, e um bom refrão. Adam Wakeman (filho do famoso ex-tecladista do Yes, Rick Wakeman) faz um ótimo trabalho também. Boa faixa.

7 – Fearless (Osbourne/Churko/Wakeman) (3:42) 4/5

Com um andamento mais acelerado, mantém o bom nível, mas não tem um diferencial. Nesse ponto o álbum se torna um tanto enjoativo. O que é normal, depois da fantástica Diggin’ Me Down.

8 – Time (Osbourne/Churko) (5:32) 5/5

A segunda balada do disco é tão boa quanto a primeira, com belo arranjos de piano e menção honrosa à voz de Ozzy, que aparece rejuvenecida em relação aos últimos trabalhos.  Backin’ vocals no início e no fim da faixa dão um toque especial a essa linda música.

9 – I Want It More (Osbourne/Churko/Wakeman) (5:37) 5/5

Após a breve introdução no teclado, temos um ótimo riff desta que é, aliás, uma das melhores partes de Gus G. no álbum. Ozzy canta um bom refrão e nota-se bastante espaço para os solos de Gus, que consegue mostrar um pouco de sua personalidade como guitarrista, já que quando se juntou à banda, cerca de 90% das partes de guitarra já haviam sido deixadas prontas por Zakk Wylde.

10 – Latimer’s Mercy (Osbourne/Churko) (4:27) 4/5

Nota-se uma linha de baixo bem destacada, e mais uma vez um ótimo refrão. Fecha o álbum de forma meio morna, mas se você leu até aqui, sabe que as pérolas estão no meio. O final da faixa emenda com…

11 – I Love You All (Osbourne/Churko/Wakeman) (1:05)

Que é apenas uma passagem acústica com alguns versos fechando a faixa anterior e o álbum, que sem dúvida é um dos mais homogêneos da carreira do velho Madman, e um dos melhores de 2010.

Média do álbum: 9/10

Let me hear you

SCREEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAAAMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  1. #1 por Rico em 26/12/2010 - 1:28

    Acho sinceramente alguns comentários impertinentes. Gus G. é um ótimo guitarrista, porém desacredito que sua contribuição para o Madman seja duradoura, até porque ele não tem perfil criativo para tocar com Ozzy Osbourne. Os harmonicos de Zakk Wylde entusiasmam as melodias do velho Ozzy, que inclusive tem estado entre o atual e o classico graças a Kevin Churko. Gus G. deve fazer no maximo mais um CD com o Madman, e logo virá mais um novato, incrivelmente bom, ou… Zakk Wylde Will return. Eu adoraria que essa turne do Ozzy agora com o Slash acabasse se trransformando num novo disco do Madman… é isso! ABraços.

  2. #2 por Hellion em 26/12/2010 - 13:40

    Oi Rico!

    Eu gosto do trabalho do Gus G. no Firewind e acho que ele tem condições sim de contribuir bastante pra carreira do Ozzy. Vamos esperar o próximo álbum, em que ele vai compor também pra termos uma noção melhor do que ele é capaz, Scream foi uma amostra.

    Agora quanto ao Zakk, não adianta. Acho o uso de harmônicos muito exagerado, chega a me incomodar mesmo, veja o que ele fez com Gets Me Through no Live At Budokan. É de doer as bolas AHUAHUAHUA.

    Mais uma vez obrigado por esse e pelos outros comentários, é esse tipo de discussão sadia que queremos incentivar!

    Abraços!

  1. (02/04/2011) Ozzy Osbourne – Arena Anhembi, São Paulo, Brasil « Roque Veloz /,,/

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