(1988) Iron Maiden – Seventh Son Of A Seventh Son


Seventh Son Of A Seventh Son é considerado o último álbum da fase clássica do Iron Maiden. O uso de sintetizadores e outros efeitos ainda foi bem usado, e porém com menos intensidade em relação ao álbum anterior (Somewhere In Time, 1986). O álbum é conceitual e conta a lenda de quem se o sétimo filho de um sétimo filho nascesse, teria poderes infinitos, para o bem ou para o mal. Nas letras do disco existem citações a várias obras de Aleister Crowley, ocultista inglês considerado o pai do satanismo moderno, e personagem da música “Mr. Crowley” de Ozzy Osbourne. Sem mais delongas, o álbum…

Melhor faixa: The Evil That Men Do

Pior faixa: Only The Good Die Young

1 – Moonchild (Smith/Dickinson) (5:39) 4/5

O álbum já começa com uma de suas melhores faixas. Apenas a introdução acústica e a voz de Bruce, seguidos pelas primeiras notas dos sintetizadores, e então a faixa explode em uma bela abertura, que fala sobre o nascimento do “sétimo filho do sétimo filho”. A voz de Bruce está bem melódica, sem abusar muito dos agudos por enquanto, com excessão de algumas notas mais altas no refrão. A clássica dupla de guitarras do Maiden soa precisa e entrosada como de costume. Ótima abertura.

2 – Infinite Dreams (Harris) (6:09) 5/5

Inicia com uma bela introdução com a dupla de guitarras, e vai ganhando potência aos poucos, dando espaço às notas mais altas de Bruce Dickinson. O riff seguinte, e a explosão da faixa com o clássico baixo cavalgado de Harris nos fazem lembrar imediatamente dos antecessores Powerslave (1984) e Somewhere In Time (1986). Aqui percebemos o Maiden abusando bastante das guitarras dobradas, uma das principais características da banda.

3 – Can I Play With Madness (Smith/Dickinson/Harris) (3:31) 5/5

Uma das faixas mais “felizes” do álbum. O destaque fica por conta do baixo “estalado” de Steve Harris, e de um refrão bastante grudento.  A base do solo, cheia de quebras de tempo também é um ponto alto da faixa, que é a mais curta do álbum, porém uma das mais conhecidas.

4 – The Evil That Men Do (Smith/Dickinson/Harris) (4:34) 5/5

Nessa faixa temos finalmente todo o poder de fogo do Iron Maiden. Baixo feroz, riffs geniais e Bruce Dickinson em sua melhor forma, cantando um dos refrões mais épicos do Maiden. Os solos são dignos de uma dupla de guitarristas como Adrian Smith e Dave Murray. Clássico e foda!

5 – Seventh Son Of A Seventh Son (Harris) (9:53) 3/5

Chegamos à long track do álbum. A faixa-título, assim como a maioria das long tracks do Maiden, é basicamente dividida em duas partes: antes e depois de uma parte lenta. Nesse caso, a primeira parte mantém o mesmo nível da faixa anterior, com um refrão poderoso. E então chegamos na parte lenta… e a música se torna cansativa. Temos uma ótima demonstração da qualidade dos músicos do Iron Maiden, que é indiscutível, mas a duração da faixa é exagerada, fazendo com que se torne cansativa, assim como muitas músicas do Maiden, principalmente à partir do álbum Brave New World (2000).

6 – The Prophecy (Murray/Harris) (5:05) 4/5

A única composição de Dave Murray nesse álbum tem, de fato, características diferentes do restante das músicas. Um andamento mais cadenciado e riffs menos elaborados, mas ainda muito bons. Ao final, uma passagem acústica que termina a faixa com grande beleza. Se Harris é o cérebro, Murray é a alma do Maiden.

7 – The Clairvoyant (Harris) (4:27) 5/5

Steve Harris é gênio. E se alguém ousa duvidar disso, eu recomendo a audição dessa faixa. A introdução com um ótimo dedilhado de baixo é seguida por uma tímida guitarra. A banda começa calma, até a explosão em um refrão fantástico e um riff matador. Falar da competência de Bruce Dickinson nos vocais é chover no molhado. O cara tem algo entre Dio e Rob Halford que é especial e bem particular, ao mesmo tempo em que lembra essas duas outras lendas do metal. Grande faixa.

8 – Only The Good Die Young (Harris/Dickinson) (4:41) 4/5

A última faixa tem a pegada do álbum anterior, com um pouco mais de velocidade nos riffs e solos. Se você leu até aqui, já deve ter percebido que esse é um álbum com ótimos refrões, e não seria diferente aqui. Fecha o álbum com competência, mas não possui nenhum diferencial. Ao final da faixa, temos mais uma vez a passagem acústica como no início de “Moonchild”, e acaba assim o último álbum dos chamados “Golden Years” do Maiden, que tentaria uma “volta às origens” no início dos anos 90, porém, sem sucesso.

Média do álbum: 8/10

Seven deadly sins
Seven ways to win
Seven holy paths to hell
And your trip begins

Seven downward slopes
Seven bloodied hopes
Seven are you burning fires,
Seven your desires…

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  1. #1 por RAMIRES em 31/01/2012 - 16:11

    Cara, bom seu review. Mas seventh son cansativa??? Considero aquela parte do meio da música uma peça essencial de todo o álbum, além de ser absolutamente genial.
    Gosto é gosto…
    Abraço

  2. #2 por Igor Maxwel em 28/02/2016 - 20:02

    Um dos piores álbuns do Iron Maiden na minha opinião, prefiro mil vezes os anteriores (incluindo Powerslave e The Number of the Beast).

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