(1981) Black Sabbath – Mob Rules


Após o sucesso da estréia de Ronnie James Dio nos vocais com Heaven And Hell (1980), o Sabbath segue com sua nova formação para gravar outra pérola: Mob Rules. Aqui a influência lírica de Dio é bem mais perceptível, e a “pegada” da banda é um pouco diferente, mas sem perder o peso, devido ao baterista Vinnie Appice, que substitui o membro original Bill Ward durante a turnê do álbum anterior. A turnê de Mob Rules rendeu o primeiro álbum ao vivo do Sabbath, Live Evil (1982), que foi o fator responsável pela saída de Dio e Appice após a turnê. Musicalmente temos um Black Sabbath bastante homogêneo, com todos os integrantes no auge de sua técnica e criatividade.

Melhor música: The Mob Rules

Pior música: Slipping Away

1 – Turn Up The Night (3:42) 4/5

O álbum começa com sua faixa mais rápida, quebrando tudo logo no início com o peso do baixo de Butler que é quase que seguido pela guitarra, criando-se um riff bem rápido e grave. Dio soa poderoso como de costume, e os solos de Iommi estão bem rápidos para os padrões do Sabbath.  Escolha ideal para abrir o álbum.

2 – Voodoo (4:32) 5/5

Com um clima bem “southern”, a faixa vai se desenvolvendo com um ótimo riff, e uma das linhas de baixo mais complexas já escritas por Geezer. Os vocais do baixinho estão bastante agressivos,  contrastando com o clima de “falsa tranqüilidade” da música. O solo é bem característico de Tony Iommi, responsável também pelo já citado riff, com um andamento bem interessante. Pérola pouco lembrada, porém fantástica.

3 – The Sign Of The Southern Cross (7:45) 5/5

A Terceira faixa te faz lembrar que está ouvindo um disco do Black Sabbath. Uma bonita introdução acústica é seguida pela bela interpretação da entrada de Dio. E então nos deparamos com um daqueles riffs que só Tony Iommi conseguiria criar, daqueles bem cadenciados pra cantar “ôôôô” junto com a guitarra. Durante os versos, temos apenas Dio, que da um ar ainda mais épico à música com sua voz que dispensa comentários, e Geezer Butler abusando dos efeitos “Wah-wah” ao fundo.  A faixa segue cadenciada e imponente do alto de seus 7:45 de duração, que valem cada segundo de audição.  Nos segundos finais, ouve-se um som agudo, que nos leva a próxima faixa…

4 – E5150 (2:54) 5/5

Um instrumental com apenas teclados e um baixo bastante distorcido. Foi usada como introdução dos shows na turnê de Mob Rules e anos depois na volta de Dio ao Sabbath, agora como Heaven & Hell. “E5150” é uma forma de se escrever “EVIL” (mal em inglês), usando as letras como algarismos romanos. Em uma opinião bastante pessoal, eu diria que essa é uma das músicas que mais me arrepiam, pois associando todo o som e a atmosfera ao título da faixa, me faz pensar no “mal” como uma força poderosa e inteligente…  um negócio bem sinistro mesmo. Não esqueçam de dizer nos comentários sobre o que sentem ao ouvir essa música, ou apenas passem lá pra me chamarem de drogado! Hahahaha. De qualquer forma, vale a ouvida.

5 – The Mob Rules (3:15) 5/5

Emendada com a sombria instrumental, vem a faixa título com sua pegada bem forte, e clássico riff. Foi muito tocada em shows na “era Dio”, e soa ótima também ao vivo.  Dio aplica uma agressividade nos vocais que se encaixa pefeitamente com o enredo da música. Clássico absoluto.

6 – Country Girl (4:03) 4/5

Uma faixa mais tranquila pra acalmar os ânimos depois da seqüência de pedradas do álbum.  Entraria facilmente em algum trabalho solo de Dio, devido à veia mais romântica que o baixinho imprimiu na letra e na interpretação. Merece destaque também a versatilidade dos riffs de Tony Iommi, que é para este que vos escreve, o maior riffmaker que já habitou a nossa querida bola azul. Iommi pode soar como se estivesse arremessando um elefante na sua cabeça, ou técnico e “levinho”, como acontece nesta faixa.

7 – Slipping Away (3:46) 3/5

Agora começa a sequência “encheção de lingüiça”. Com excessão da linha de baixo (será que o Geezer já fez alguma coisa ruim na vida?), nada que mereça destaque. Nem mesmo Dio  que canta em um tom até um pouco alto aqui não conseguiu dar um diferencial a essa faixa.

8 – Falling Off The Edge Of The World (5:03) 4/5

Mais uma pra encher linguiça… mas pera aí, é o Black Sabbath enchendo lingüiça! Mesmo não tendo tanta importância, temos aqui mais um riff genial de Iommi, e Geezer… bem, acho que todos já perceberam o que eu acho dele. Resumindo, é uma encheção de lingüiça muito foda.

9 – Over And Over (5:28) 3/5

Fechando o álbum, uma faixa com pegada bem característica do Sabbath antigo. Aquele peso lento e um tanto melancólico. Quem rouba a cena novamente é Iommi, transbordando feeling nos solos por boa parte da faixa, que se torna meio repetitiva (veja o título). Apesar da inconstância, Mob Rules pode ser considerado um dos melhores do Sabbath.

Todas as faixas por Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler.

Todas as letras por Ronnie James Dio.

Média do álbum: 9/10

Curiosidades:

  • Algumas pessoas acreditam que haja na capa de Mob Rules uma mensagem escondida, com as palavras “KILL OZZY”. É um fato interessante, pois na época do lançamento do disco, Ozzy e Sabbath (principalmente Dio) atacavam-se com frequência na imprensa, ainda sob o calor da recente saída de Osbourne. Tire suas próprias conclusões:

Original:

Com as palavras destacadas:

Fonte: http://www.black-sabbath.com

TENSO!

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  1. #1 por douglas moura camargo em 17/02/2011 - 0:29

    ozzy e muito looooooooooooccccccccccccccoooooooooooo

  1. (1992) Black Sabbath – Dehumanizer « Roque Veloz /,,/
  2. (1983) Dio – Holy Diver « Roque Veloz /,,/

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