(1975)Queen – A night at the opera


Esse podemos dizer que é um dos álbuns mais importantes e influenciadores da história do Rock. Mostra o amadurecimento da banda e também expõe sua característica nos anos 70, que é bem mais pesado adicionado a música clássica e a ópera, que é bem explícita nesse álbum.

Melhor Música: Bohemian Rhapsody

Pior Música: Sweet Lady

1 – “Death on Two Legs (Dedicated To…)” (Mercury) – (3:44) 5/5

Iniciamos o álbum com Freddie Mercury no piano em fade in, até que a guitarra bem psicodélica de Brian May faz companhia e por fim uma quebra de tempo e uma pausa até voltar ao piano. Um riff que lembra algo do Santana, bem interessante. Essa música é uma das melhores do álbum e uma das mais pesadas também. Destaque para os vocais de Freddie que estão fenomenais, como de costume. Foi muito bem escolhida para abrir o álbum e fazer a recepção dos ouvintes.

2 – “Lazing On A Sunday Afternoon” (Mercury) – (1:07) 4/5

Bem diferente a rítmica dessa música, que parece mais uma vinheta, por ser bem curta. Particularmente falando, me lembra os desenhos do Mickey Mouse quando ainda eram em preto e branco, principalmente o solo do Brian May.

3 – “I’m Love With My Car” (Taylor) – (3:05) 5/5

Emendada na música anterior, temos agora uma música bem pesada também e curiosamente, Roger Taylor, o baterista agora é quem interpreta o vocal também e não faz feio, principalmente numa banda que o dono do vocal é ninguém menos que Freddie Mercury. Vale a pena conferir essa música, que infelizmente só até a The Game’s Tour foi certeza no setlist da banda.

4 – “You’re My Best Friend” (Deacon) – (2:50) 4/5

Outra faixa curtinha mas mesmo assim bem interessante, principalmente o arranjo do piano elétrico e a incontestável voz de Freddie que novamente é de deixar arrepiado. Tem uma pegada bem característica do Queen, principalmente da fase dos anos 70 deles. Uma ótima faixa, pena ser tão curta.

5 – ” ’39” (May) – (3:30) 5/5

Essa faixa tem uma country/folk americano e dessa vez temos Brian May compondo, tocando e interpretando essa música. É uma das melhores faixas do álbum e essa sim é de se ouvir várias vezes e não se cansar. Até hoje, mesmo com Paul Rodgers “assumindo” os vocais, essa música continua sendo executada e interpretada por quem entende bem do assunto, o próprio Brian.

6 – “Sweet Lady” (May) – (4:02) 4/5

Pesada e bem característica das composições de May. Um riff contínuo é entoado ao longo de grande parte dessa faixa e só no refrão temos uma variação da harmonia da guitarra de May. É uma faixa não tem aquele “especial” que algumas faixas desse álbum tem, por conta isso talvez não é tão lembrada ou reconhecida pelos fãs da banda.

7 – “Seaside Rendezvous” (Mercury) – (2:14) 5/5

Bem interessante essa faixa que nitidamente, ouvimos influências da música clássica contemporânea e lembra bem músicas da época do cinema mudo. A banda dessa vez usa artifícios nos arranjos, que deixam uma característica mais “engraçada”. Pena que é bem curta também, como algumas faixas dese álbum que parecem mais vinhetas do que músicas.

8 – “The Prophet’s Song” (May) – (8:20) 5/5

Faixa mais longa do álbum. Não sei dizer se é uma faixa progressiva, um “épico” ou ainda um épico progressivo, mas mesmo sendo longa é bem interessante, principalmente porque vai acelerando e adiquirindo peso aos poucos e atingindo o seu ápice no refrão até degradar o rítmo novamente e recomeçando o ciclo. É bem interessante o efeito é usado quando Freddie Mercury “brinca” com varios vocais diferentes à capella, que pra quem ouve em fones de ouvido consegue perceber melhor esse efeito que é dividir linhas vocais nos lados e dando um algo diferente e único para essa faixa.  Pena ser tão longa e um pouco cansativa, mas vale a pena conferir.

9 – “Love of My Life” (Mercury) – (3:34) 5/5

Um dos grandes clássicos da história da banda e também da história do rock. É uma balada muito interessante que ouvimos um voz e piano pelo proprio Freddie Mercury, que dá uma interpretação única para esse clássico. O solo com uma muito feeling na interpretação só acresceu mais essa faixa. Feita para casais apaixonados e para fãs “xiitas” da banda.

10 – “Good Company” (May) – (3:17) 4/5

Essa faixa é mais animada e dá já o sinal de despedida do álbum e novamente temos Brian no vocal, não fazendo feio novamente. Com arranjos diferentes do “tradicional” e influências nítidas da música do início do século XX e novamente das músicas da época do cinema mudo. Se fosse mais curta seria mais uma das “músicas vinhetas” desse álbum, mas é interessante principalmente os instrumentos de corda usados nessa faixa.

11 – “Bohemian Rhapsody” (Mercury) – (6:00) 5/5

O clássico dos clássicos do Queen e um dos mais influentes e importantes da história do Rock mundial. É diferente de tudo que estamos acostumados a ouvir que não é Queen. A primeira parte lembra bem uma balada só voz e piano com novamente uma interpretação extratosférica e absurdamente não humana de Freddie, depois temos um pequeno solo com o ápice do feeling de Brian May até nos encaminharmos para a segunda parte dessa música. A segunda parte vemos bem a influência da ópera nessa faixa que como o nome diz Rhapsody, traduzindo, rapisódia que é uma melodia extraída de uma ópera. Essa segunda parte vai crescendo até entrar todos os instrumentos e sentimos pela última vez o peso do Queen nesse álbum e novamente Brian apresenta um riff  magnífico que merece ser lembrado bem. Encerra do mesmo jeito que começou, Freddie fazendo voz e piano até não se ouvir mais nenhuma nota. Perfeita, sem mais.

12 –“God Save the Queen”  – (1:12)

Instrumental

Média do álbum: 8/10

Curiosidades:

  • Death On Two Legs dizem que foi “dedicada” ao produtor Norman Sheffield era dono do estúdio que o Queen fez seu primeiro contrato e depois da roubou a banda depois de estar desfrutando a fama e o sucesso.
  • Junto com os álbuns Queen, Queen II e Sheer Heart Attack, A Night of the Opera fez parte do Top 20 Britânico. Foi a primeira vez que aconteceu isso.
  • A Night of The Opera foi baseado em um filme dos Irmãos Marx que leva também o mesmo nome.
  • O compacto de Love of My Life ficou no Top 20 da Argentina por mais de um mês.
  • Em 1979, Love of My Life foi primeiro lugar na Argentina e no Brasil.
  • Vários arranjos diferentes foram usados e instrumentos inusitados como Ukelele, que é uma espécie de cavaquinho havaiano, que foi usado na música Good Company.

Bohemian Rhapsody Facts:

  1. Curiosamente, a gravadora não queria que fosse gravada essa música, alegavam que era muito grande, já que antes tinha 7 minutos e foi reduzida para 6 minutos para caber em programas de televisão.
  2. Foi o primeiro clipe de uma banda de rock.
  3. Também foi o clipe mais barato do Queen, custou apenas 3.500 libras.
  4. A palavra “Bismillah” que é citada na música, é um dialeto da região da Zoroastra (região onde os parentes de Freddie moravam), e significa bizarro.
  5. Ficou em primeiro lugar nas paradas de mais de 8 países, incluindo o Reino Unido.
  6. Com o relançamento dela em 1991, ficou novamente em primeiro nas paradas da Irlanda do Norte e Reino Unido.
  7. Em 2008, foi eleita a maior canção pop de todos os tempos, em uma pesquisa realizada no Reino Unido.

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  1. #1 por Flávio em 09/09/2010 - 23:27

    eu estava lendo as reviews mas esse aqui eu me recuso a ler, não tem como botar defeito ou falar que algo aqui é ruim

    nota 10 pra banda
    e meu telefone pro cara que postou ;3

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