(1982) Kiss – Creatures Of The Night


Após algumas experiências não muito bem sucedidas com sonoridades mais “Disco” em 1979 e 1980, e algo mais progressivo em 1981 (Dynasty, Unmasked e Music From ‘The Elder’, respectivamente), o Kiss resolve voltar as raízes com um som mais simples e direto, porém com uma dose a mais de peso, devido também à nova formação. Esse é Creatures Of The Night.

Obs: Essa resenha é totalmente subjetiva. O álbum em questão tem grande importância na vida pessoal deste que vos escreve, portanto, não pouparei elogios ao álbum e à banda. Aproveitei para postar esse álbum tão especial pra mim nesse Dia Mundial do Rock, por que tenho certeza que todo rockeiro, headbanger (use o nome que preferir) tem um disco ou uma música que tem grande importância em sua vida. E é isso que o rock provoca em nós: marcas na nossa personalidade, na nossa forma de ver a vida. Marcas eternas. Portanto, coloquem pra rodar o LP ou o CD, ou até mesmo abram a pasta com os mp3 e ENJOY, MEU POVO! \o/

Melhor música: I Love It Loud

Pior Música Música menos boa: Killer

1 – Creatures Of The Night (Stanley/Mitchell) (4:01) 5/5

A primeira faixa mostra a força e peso característicos de ‘Creatures’, com sua marcante introdução de bateria e um riff um tanto quanto sombrio para os padrões do Kiss. Os vocais de Paul Stanley soam soturnos e não tão agudos. O que confere uma interpretação especial à letra. A versão definitiva dessa faixa foi lançada anos depois no ao vivo “Kiss Alive III”, onde abre o show com uma energia impressionante.

2 – Saint And Sinner (Simmons/Japp) (4:50) 5/5

Música cadenciada, mas nem por isso tranquila. Aqui a bateria de Eric Carr é realmente um trovão, e a linha de baixo do “Demon” é bem destacada com aquele “ronco” bem particular do baixão de Mr. Simmons, que também executa uma ótima performance vocal. Na minha opinião, é o auge de Gene como vocalista. Merece destaque também o solo de Vinnie Vincent que é capaz de cortar uma cabeça com cada palhetada. Um dos guitarristas mais agressivos que eu já ouvi, e essa agressividade encaixa-se perfeitamente na proposta do álbum. Grande faixa.

3 – Keep Me Comin’ (Stanley/Mitchell) (4:00) 5/5

Um riff bem exótico, e um refrão bastante grudento (afinal, ainda é um álbum do Kiss), são a receita dessa faixa que conta ainda com um solo fantástico por Bob Kulick. Sim, Bob Kulick. Explicarei mais a frente o “quem tocou o que aonde?”, fato que acontece com certa freqüência na carreira do Kiss, mas sem descaracterizar o som da banda.

4 – Rock And Roll Hell (Adams/Vallance/Simmons) (4:08) 5/5

Novamente o baixo de Gene Simmons é o destaque da música. Durante os versos ouve-se somente a linha de baixo e o vocal (também executado por Gene), e apenas esses dois fatores já fazem com que a faixa mereça avaliação máxima. Some isso a um ótimo refrão e você tem mais uma grande música desse álbum fantástico.

5 – Danger (Stanley/Mitchell) (3:55) 5/5

Certa vez Paul Stanley disse que “Creatures é o disco que você põe quando quer transformar seu cérebro em geléia.”, e Danger é uma das provas de que Paul estava certo. O que Eric Carr faz nessa faixa é quase ilegal! Poucos bateristas conseguem ser tão técnicos e ao mesmo tempo ter uma pegada tão forte. Lembra quando eu disse sobre as palhetadas de Vinnie Vincent que cortam cabeças? Aqui elas cortam pessoas ao meio. Sem dúvida o melhor solo feito por Vincent em sua curta, porém marcante passagem pelo Kiss. Música mais do que ótima.

6 – I Love It Loud (Simmons/Cusano) (4:12) 5/5

Difícil pra este que vos escreve falar sobre essa faixa. Se eu tivesse que sintetizar o rock and roll e boa parte da minha personalidade em poucas palavras, provavelmente cantaria o refrão desse hino. Apenas sinta cada batida de Carr (não ouça, SINTA) e cante junto com Gene Simmons esse refrão clássico. Sem muito a dizer.

7 – I Still Love You (Stanley/Cusano) (6:06) 5/5

Se Paul Stanley vinha sendo um pouco ofuscado por Gene Simmons ao longo das faixas (até mesmo o personagem “Demon” estava em sua melhor forma teatral nessa época), temos aqui a pérola do “Starchild” nesse álbum. Uma linda balada, que consegue ter peso, mesmo soando tão melancólica. Mas uma vez destacam-se Eric Carr e Vinnie Vincent, que ditam a pegada dessa formação do Kiss. Grande atuação vocal de Paul Stanley também, alcançando notas altas nos últimos refrões.

8 – Killer (Simmons/Cusano) (3:19) 4/5

Música um pouco mais acelerada do que a maior parte do álbum. Apesar da ótima atuação vocal de Gene Simmons, não está no mesmo nível do resto do disco. O refrão se torna repetitivo, e nada se destaca. Ainda assim, muito boa música.

9 – War Machine (Simmons/Adams/Vallance) (4:14) 5/5

Criada a partir de uma linha de baixo de Gene Simmons, é uma faixa poderosa com um riff marcante. O solo de Vinnie Vincent é novamente executado com perfeição, de fato uma das melhores do álbum. Foi muito tocada ao vivo durante os anos 80, porém em um ritmo mais acelerado. Creatures Of The Night termina com um som grave, talvez algumas notas do baixo de Simmons em fade-out. Nada mais apropriado.

Média do álbum: 10/10

Fatos:

  • Na capa original aparece Ace Frehley, e em uma edição remasterizada de 1985 aparece Bruce Kulick. Nenhum dos dois tocaram no álbum.
  • Creatures é o disco com mais músicos participantes da carreira do Kiss, além dos próprios integrantes tocarem outros instrumentos. Nunca se soube a lista real dos créditos, mas sabe-se que Eric Carr tocou baixo em I Still Love You, Gene Simmons tocou guitarra em Killer e War Machine.
  • A bateria de Eric Carr foi gravada em um banheiro, e foram usados dois engenheiros de som para tratar somente das faixas de bateria.
  • Alguns dos guitarristas cotados para substituir Ace Frehley durante as gravações do álbum foram: Doug Aldrich (Dio, Whitesnake), Eddie Van Halen (Van Halen) e Yngwie Malmsteen.
  • A turnê de divulgação de ‘Creatures’ teve o show com maior público da carreira do Kiss, algo em torno de 200.000 pessoas no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O show seguinte, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, foi também o último show com maquiagem até a reunião da formação original em 1996.

Show no Maracanã, em 1983

Loud!

I wanna hear it loud!

Right between the eyes!

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  1. #1 por Flávio em 09/09/2010 - 23:26

    duas coisas
    primeira kiss é banda de cabeceira mano, tipo aquele copo com agua do lado da cama manja?
    todos tem e é sempre bom

    segunda ta faltando um nessa capa de album kkkkkkkk

  1. (2009) Kiss – Sonic Boom « Roque Veloz /,,/
  2. (1981) Kiss – Music From ‘The Elder’ « Roque Veloz /,,/
  3. (1983) Kiss – Lick It Up « Roque Veloz /,,/

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