(1991) Bad English – Backlash


Capa do álbum

Em 1988 o mundo do rock estava prestes a conhecer um dos maiores “Super Grupos” do AOR, o Bad English, formado por Johnathan Cain, tecladista que havia deixado o Journey após um grande hiato da banda,  e John Waite   vocalista que integrou a banda britânica The Babys durante a década de 70 e o começo dos anos 80, fizeram muito sucesso com o seu álbum de estréia que levava o mesmo nome da banda, “Bad English”,  Blacklash é o segundo e último álbum lançado pela banda americana e não chegou a vender tanto, com apenas um single nas paradas. Mas é um belo álbum com passagens magistrais, vale a conferida.

Melhor música: The Time Alone With You

Pior música: Life At The Top (Sem vídeo no youtube)

1. “So This Is Eden” (John Waite, Jonathan Cain, Russ Ballard) – 5:09 5/5

O álbum abre enérgico, ao fundo temos um coro logo de cara, que gruda na cabeça e não sai mais, a música vai se construindo e com um uma ótima pegada nas guitarras, com interação perfeita nos teclados durante o refrão, mostra que a banda era uma das melhores do AOR e que poderia ter rendido mais alguns bons frutos se tivessem lançado outros álbuns.

2. “Straight to Your Heart” (John Waite, Neal Schon, Jonathan Cain, Mark Spiro) – 4:09 5/5

Único single do álbum, não chegou a vender tanto, figurando apenas entre as 40 mais tocadas por pouco tempo,  tem um começo um tanto quanto “diferente” das músicas convencionais, mas isso só torna o brilhantismo da faixa ainda maior, uma bela sucessão de acordes na guitarra durante o verso faz você viajar pra “dentro” da música, tem um dos melhores refrões de todos os tempos, com vocais de Waite impecáveis.

3. “Time Stood Still” (John Waite, Ricky Phillips, Jesse Harms) – 5:23 4.5/5

Um belo solo de violão dá início a “Time Stood Still”, e após uns 40 segundos a música realmente começa, lenta, com cara de balada, até que é chegada a hora do refrão, muito bem composto e cantado, é um dos melhores do álbum, pois gruda na cabeça e não sai mais. Destaque para as passagens e o solo de violão, dá um toque diferencial na música.

4. “The Time Alone with You” (John Waite, Diane Warren, Jonathan Cain) – 4:41 5/5

Saindo de uma semi-balada para uma balada, o álbum vai ficando cada vez mais meloso, mas sem perder o nível, The Time Alone With You acaba se tornando uma das mais belas composições da banda, tem uma forte semelhança com a música de maior sucesso da banda que é “When I See You Smile”, chegando a parecer até mesmo uma demo da música citada, isso não faz perder a beleza da faixa, mas certamente não é muito lembrada por causa disso.

5. “Dancing Off the Edge of the World” (John Waite, Jonathan Cain, Neal Schon) – 4:54 3.5/5

A banda dá um tempo nas baladas e volta a sua bela fórmula, introdução forte, boa linha de baixo, coros bem executados durante o refrão, um longo solo de guitarra e a presença de teclados dando um toque de suavidade na música, mas o melhor estaria por vir…

6. “Rebel Say a Prayer” (John Waite, Jonathan Cain, Russ Ballard) – 4:23 5/5

Seguindo a fórmula da música acima, a banda soa perfeita, Rebel Say A Prayer conta a história de Johnny, e em belos acordes de teclado com guitarras muito melódicas, John Waite está em sua melhor forma nesta faixa, que é definitivamente o ponto alto do álbum e é uma das marcas da banda.

7. “Savage Blue” (John Waite, Jonathan Cain, Neal Schon) – 4:33 4/5

Um começo bem lento, lembrando as baladas de blues, a música vai ganhando forma aos poucos até chegar ao excelente refrão, mas após a levantada que Rebel Say A Prayer deu no ouvinte, Savage Blue pode ser um balde de água fria, apesar de ser uma das melhores composições do álbum.

8. “Pray for Rain” (John Waite, Mark Spiro, Jonathan Cain) – 5:03 3/5

Guitarras rápidas e pesadas abrem a música, que perde peso com apenas uma linha de baixo durante os versos, a banda acaba por se repetir demais nesta faixa, já que não apresenta nada de novo e parece querer mesclar todos os elementos do álbum.

9. “Make Love Last” (John Waite, Jonathan Cain) – 5:19 4/5

Com um começo idêntico a Savage Blue, Make Love Last parece estar ae apenas para cobrir espaço, já que mostra que a banda estava ficando sem criatividade, o refrão porém, merece um destaque a parte, já que é daqueles que você sente a música entrando na alma, pra escutar de olhos fechados.

10. “Life at the Top” (John Waite, Jonathan Cain, Mark Spiro, Tim Pierce) – 4:51 2/5

Um estranho riff que fica se repetindo durante toda a música, a sacada rítmica para o reggae no pré-refrão e a banda pouco inspirada contribuem para o álbum acabar de maneira contrária a que começou, o nível cai de tal maneira que mostra que a banda deveria ter lançado um álbum apenas, selecionando as boas músicas e saíria de cena de forma mais elegante, no entanto, é um bom álbum e vale a pena ter na coleção.

Média do álbum: 8/10

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  1. #1 por Juba.San em 19/10/2010 - 22:11

    Cara, tem uns erros na sua descrição da banda. Em primeiro lugar, Jonathan Cain não havia “saído” do Journey por um motivo simples: a banda estava em um hiato que durou até 1996.

    Segundo, John Waite – e não John Walt – fazia parte do The Babys no final da décda de 70 e início dos anos 80(onde Jonathan Cain e o baixista Ricky Phillips também tocavam) e não do Journey!!! O vocalista daquela banda era – até então – Steve Perry.

    • #2 por guibby em 19/10/2010 - 22:50

      Opa, valeu o toque…erros acontecem, já dei uma corrigida no post, não deixe de acessar, e quando houver esse desencontro de informações não deixe de nos avisar, valeu =)

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