(1988) Ozzy Osbourne – No Rest For The Wicked


Capa

No Rest For The Wicked marca o fim de um ciclo na carreira de Ozzy Osbourne, terminando a fase 80’s, mais extravagante e menos sombria do que o som que o “madman” viria a fazer à partir dos anos 90, quando adotou o clássico visual de roupas pretas e óculos redondos. O álbum também marca a entrada do novo guitarrista Zakk Wylde substituindo Jake E. Lee, o que deu uma reformulada no som da banda, tornando-se mais agressiva e pesada do que nos tempos de Bark At The Moon e The Ultimate Sin.

Melhor música: Tattooed Dancer

Pior música: Breaking All The Rules

1 – Miracle Man (Osbourne/Wylde/Daisley) (3:43) 5/5

A primeira faixa é também o primeiro e único single do álbum, com um riff clássico e um bom solo executado por um Zakk Wylde ainda jovem e com suas raízes country ainda bem evidentes. Ozzy apresenta uma voz já mais madura e experiente comparado ao início da carreira solo e aos tempos de Sabbath. Ótima faixa.

2 – Devil’s Daughter (Holy War) (Osbourne/Wylde/Daisley) (5:14) 4/5

Confesso que Zakk Wylde não é um dos meus guitarristas preferidos, mas é inegável que sua chegada deu uma nova cara ao som de Ozzy. Devil’s Daughter é um bom exemplo da pegada agressiva e rápida, característica deste álbum. Um dos melhores refrões do álbum.

3 – Crazy Babies (Osbourne/Wylde/Daisley/Castillo) (4:14) 4/5

Um dos melhores riffs já escritos por Wylde, é uma típica música divertida. Não empolga como a maioria, mas merece uma boa avaliação. Aqui notamos a forte presença dos harmônicos, técnica que Zakk Wylde viria a usar com bastante freqüência ao longo dos anos.

4 – Breaking All The Rules (Osbourne/Wylde/Daisley/Castillo) (5:14) 2/5

No início, é interessante, mas torna-se repetitiva e não chega a empolgar. Tem um grande espaço para um solo mediano de Zakk Wylde que não acrescenta nada e ainda torna a música mais enjoativa.

5 – Bloodbath In Paradise (Osbourne/Wylde/Daisley/Castillo) (5:02) 5/5

A introdução é sombria, e a entrada da banda lembra até alguma canção dos tempos de Black Sabbath. Então começa o riff rápido e tem início uma das melhores faixas do disco. O destaque vai para o competente Randy Castillo (R.I.P.), espancando a bateria de forma avassaladora.

6 – Fire In The Sky (Osbourne/Wylde/Daisley/Castillo) (6:24) 3/5

Com seu refrão poderoso, Fire In The Sky é uma boa semi-balada, com uma linha de baixo bem evidente de Bob Daisley. Não empolga, e tem muito mais a cara do álbum anterior, caberia muito bem lá. Boa música, mas destoa um pouco do resto do álbum.

7 – Tattooed Dancer (Osbourne/Wylde/Daisley) (3:23) 5/5

Essa é “porrada na zoreia!”, como dizem os antigos. Randy Castillo em sua melhor forma começa a pancadaria intro seguida pelo riff rápido e preciso do jovem Zakk Wylde. No meio da música, uma passagem mais lenta (sem perder o peso) que tem uma pegada meio Sabbath, assim como a intro de ‘Bloodbath In Paradise’. Pérola esquecida do velho madman.

8 – Demon Alcohol (Osbourne/Wylde/Daisley/Castillo) (4:27) 4/5

Apesar de não ser uma das melhores performances vocais de Ozzy, é uma das melhores do álbum. No melhor estilo ‘Suicide Solution’, a letra é cantada em primeira pessoa, sendo essa o próprio álcool. Ótimo trabalho de Wylde mais uma vez (Quem me conhece deve estar achando estranho eu elogiá-lo tanto).

9 – Hero (Osbourne/Wylde/Daisley/Castillo) (4:45) 3/5

Começa com cara de balada e vai ganhando um pouco de peso aos poucos. No Lançamento original, Hero era uma música escondida, não listada, no fim do álbum, é exatamente pra isso que ela serve: ocupar espaço. Está tudo lá, refrão pra cantar junto, solo padrão e até coralzinho no final. É uma pena o álbum não encerrar em alta com ‘Demon Alcohol’.

Média do álbum: 8,5/10

Curiosidades:

  • ‘Miracle Man’ é sobre o pastor evangélico Jimmy Swaggart, que acusava Ozzy de ter pacto com o demônio, mas foi flagrado em um motel com prostitutas. O vídeo dessa música é uma hilária tiração de sarro de Ozzy com Swaggart e os demais religiosos “safadinhos”…
  • ‘Bloodbath In Paradise’ é sobre a chacina promovida pelo psicopata Charles Manson e sua “Família Manson” na casa da atriz Sharon Tate em 1969. Manson acreditava ser a reencarnação de Jesus Cristo e dizia que os Beatles eram mensageiros do céu e que narraram o apocalipse em mensagens subliminares no famoso álbum sem título, conhecido como White Album.
  • Para a turnê de No Rest For The Wicked, Bob Daisley deixa a banda pela segunda vez. Em seu lugar entra Geezer Butler, baixista original do Black Sabbath.

Alguém mais vai no da esquerda? (Obs: Sim, é o Zakk Wylde.)

“They’ll never put me away, put me away… Goddamn them!”

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  1. #1 por Rico em 26/12/2010 - 2:14

    “Zakk Wylde não é um dos meus guitarristas preferidos”. Percebi!! Conheço bastante de harmonia músical, e é obviu que Zakk Wylde inumeras vezes nos decepciona, por não por o pé no freio na hora certa, por criar solos repetitivos. Porém, o que ele faz com uma guitarra ninguém mais faz. Pra mim, este é um guitarrista emocionando, que tem como principal arma, o talento de ser um compositor incrivel. Espero que pra você o melhor guitarrista do mundo seja Randy Rhoads, Jimi Hendrix ou Tony Iommi. Ai tá perdoado! kkkkkkkkkk

    • #2 por Hellion em 26/12/2010 - 13:34

      Então acho que estou perdoado por causa do Tony Iommi! AHUAHUAHUAHUAHUAA

      Obrigado pelo comentário!

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