(2004) Hibria – Defying the Rules


Capa

A banda gaúcha Hibria dá suas caras ao mundo com esse que é seu primeiro álbum, que hoje é referencia no cenário nacional atual. As influências melódicas, velocidade e técnica, são conceitos presentes na característica da banda, ao qual pode ser percebida em todo o álbum da banda.

Melhor música: Defying the Rules

Pior Música: Living Under Ice

1 – Steel Lord on Wheels – (3:53) 5/5

Com uma introdução rápida na bateria seguido por um riff curto e direto, o Hibria inicia um dos mais importantes álbuns do metal nacional da atualidade. Essa é uma música que chega com tudo e é só um adiantamento do que vem a ser esse álbum. Tem um refrão com muita musicalidade, cantado com um vocal de Iuri Sanson que é bem agressivo e ao mesmo tempo lírico, característica dos vocalistas de Power. Não tem como deixar de falar da dupla Abel Camargo e Diego Kasper nas guitarras com seus solos virtuosos e tocados em dueto.

2 – Change Your Life Line – (4:24) 5/5

Inícia ocm uma introdução que lembra muito as músicas mais antigas da banda Dr. Sin, seguidos por passagens de baixo muito técnicos e depois pelas guitarras que executam um arpejo em dueto antes do riff principal da música até que os vocais entram e fazem parte da música. Possui um refrão bem melódico mais ao mesmo tempo com o peso e a velocidade, que são características da banda. Com um solo matador explorando muito bem os efeitos de guitarra, o ruim dele, é que quando começa ficar bom, tem uma quebra e volta aos vocais, mas é perdoado pois mesmo com os vocais, ouvimos um arranjo bem técnico e veloz tocado pelos guitarristas. É uma música que gradativamente vai ficando boa, vale a pena conferir.

3 – Millennium Quest – (6:50) 4/5

Uma das mais importantes do álbum, Millennium Quest, tem um riff bem rápido, é um pouco repetitiva, mesmo sendo uma das melhores músicas desse álbum. O solo bem rápido e com os tradicionais arpejos usados pela banda na maioria dos solos desse álbum. Após o solo, vem uma quebra que não era muito necessária, já que tem uma levada bem rápida, além disso, temos outro solo que mesmo sendo muito bom, quem ouve, já está cansado principalmente pelas quebras no meio da música, acrescido pelo tamanho da música, que é bem extensa. É uma boa música, mas possui alguns defeitos, mas nada que afete a qualidade da música e do álbum.

4 – A Kingdom to Share – (5:36) 5/5

Essa com certeza é uma das melhores do álbum, possui um destaque para as passagens de baixo bem técnicas e bem executadas, juntamente com o riff inicial que é bem melódico e bem grudento. Não tem um refrão bem forte, que são ofuscados pelos instrumentos de corda que nessa música estão expetaculares. Os solos utilizam novamente o artifício dos arpejos em dueto, mas é um daqueles solos que você tem que ouvir mais de uma vez para apreciar nota por nota. A quebra do meio da música é a única parte negativa, apesar de não ser tão negativa assim. Quando volta ao ritmo normal, com um solo mais “relex”, a banda já toma novamente a velocidade do início da música. Essa é uma daquelas que se só tivesse as guitarras  e o baixo já seria o suficiente para qualificar essa como uma das melhores do álbum.

5 – Living Under Ice  – (3:44) 3/4

É mais calma que as anteriores, pois não explora a velocidade dos músicos, mas sim o peso dos instrumentos. Com um refrão bem mais devagar e mais “tranquilo” que os refrões das músicas anteriores a essas, a banda apresenta essa que é uma “pausa para descanso”, porque a “pedreira” vem a seguir. Mesmo assim apresenta um solo rápido e virtuoso, típico dos guitarristas da banda. Não é uma música ruim, mas não foi bem “encaixada” no perfil desse álbum.

6 – Defying the Rules  – (5:58) 5/5

Faixa título e grande clássico do álbum. Essa merece atenção especial, pois se trata de uma das músicas mais importantes para carreira da banda. Inicia com uma introdução na bateria seguida pelo riff da música, com muita velocidade e agressividade dos músicos. Entrando com tudo, os vocais do Sanson são muito bem explorados e bem casado com a música, principalmente no refrão que é bem rápido e ao mesmo tempo bem melódico. Solos atípicos, sem explorar os tradicionais arpejos mas muito técnicos, vem seguido de uma quebra bem pesada com um dos melhores arranjos de bateria que eu já ouvi, na qual vai crescendo aos poucos até chegar ao rítmo e velocidade inicial dessa música. Essa é uma das músicas do metal nacional que está cada dia mais entrando no Hall das músicas mais importantes do Heavy Metal aqui no País.

7 – The Faceless in Change  – (6:57) 2/5

Uma daquelas músicas  “pausa para o descanso”, principalmente pelas quebras grandes de rítmo e o tamanho da músicas. Bem longa e repetitiva, com grandes passagens de guitarra que chegam a cansar pelo excesso de solos dela, lembra muito bandas mais Prog Metal, não só pela virtuosidade dos solos, mas também por ser solos grandes e sonolentos. Até o vocal que muito eu elogio nesse álbum, não fez uma grande atuação nessa música. Não é muito expressiva em relação ao álbum, poderiam ter colocado uma balada no lugar dela, porque não faz muita falta.

8 – High Speed Breakout  – (5:00) 3/5

Tem uma pegada bem interessante, não é tão rápida quanto as demais músicas do álbum, mas possui uma “quebra natural” da música, nada tão forçado com tantas músicas de varios artistas que vemos por ai. Tem um refrão muito bom, grudento que particularmente falando, deveria ser bem mais explorado. É bem puxada para o Prog ainda, mas com sutis detalhes melódicos “estrategicamente colocados”, como um refrão pós-solo que enriquece um pouco a música. Não chega a ser uma das principais músicas desse álbum, mas vale a pena conferir.

9 – Stare at Yourself – (7:45) 4/5

Última música desse que é um dos álbuns que estão entrando entre os mais importantes do Heavy nacional. Não é uma música muito expressiva e não segue a linha rápida da maioria das músicas desse álbum. Tem um instrumental pesado e um refrão cativante e grudento. O riff é mais básico do que os outros anteriores, mas direto. Assim como algumas músicas desse álbum, tem grandes quebras no meio da música, cansativas até, mas são amenizadas pelo refrão bem colocado. Ouvimos também trechos que nitidamente vemos influências do Dr. Sin, seguido dos solos que não é um daquele solos que merecem ser lembrados, como de outras músicas acima. Com um agudo longo a música encerra esse álbum juntamente com um back vocal interessante cantando o título da música.

Média do Álbum: 8/10

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