(1996) Angra – Holy Land


Holy Land

Holy Land, é o segundo trabalho do Angra. Tem uma temática conceitual que se trata da descoberta do Brasil em 1500 e já amadurecida a banda, apresenta esse que é um dos melhores álbuns de sua carreira. Nitidamente vemos as influências das músicas regional e erudita, que estão presentes nas músicas.

Melhor Música: Nothing to Say

Pior Música: The Shaman

1 – “Crossing” (Intro) – (1:55) 5/5

Introdução interessante com sons de animais, água e vozes. É só uma prévia do que o álbum vai mostrar.

2 – “Nothing to Say” (Matos/Loureiro/Confessori) 5/5

Depois de Crossing temos essa que é mais um dos clássicos da banda que até hoje está presente no setlist da maioria dos shows. Nothing to Say mostra um Angra mais amadurecido e mais focado no conceito da banda. Tem uma pegada muito brasileira acrescida ao rock pesado. Com um solo bem técnico e rápido,  são seguidos de um refrão e de uma linha vocal mais agressiva de Andre Matos sem esquecer as notas altas que o consagrou desde a época do Viper.

3 – “Silence and Distance” (Matos) – (5:20) 5/5

Começa com o piano e vocal  e logo esperamos  uma balada, mas com a distorção e outros intrumentos com o  riff principal, entramos em uma parte mais pesada, mas não tanto quanto a música anterior. Um solo rápido e técnico com um dueto, característico de grandes músicas do Angra, seguido do refrão e de um final como o começo, só a atuação de Matos no piano e vocal. É uma pena ser um pouco ofuscada nesse álbum que possui muitos clássicos da banda.

4 – “Carolina IV” (Bittencourt/Loureiro/Matos/Mariutti/Confessori) – (10:33) 5/5

Com uma rítmica bem brasileira com direito a batucada, começa o épico do álbum. Com vocal e back vocal  juntos durante o riff, a banda se encaminha para uma parte mais rápida e pesada e um vocal com uma grande oscilação de notas além de um refrão matador. Essa música ouvimos nitidamente as influências brasileiras, principalmente na percussão e bateria. Carolina IV por ter seus longos 10 minutos de música, não se torna cansativa, apesar de ter quebras só com piano tocando, porém conforme vai sendo tocado o piano, a música vai mudando a dinâmica e chega em seu ápice no dueto de guitarras do solo que logo cai em mais um refrão. Termina com o riff principal que é tocado no começo e vai terminando com um efeito de “fade out” até não se ouvir mais nada. Particularmente falando, ao vivo não tem a mesma qualidade dessa versão de estúdio e também é meio desnecessário tocá-la ao vivo pelo fato de ser muito grande e ocupa o tempo de duas ou três músicas, apesar de ser uma ótima música.

5 – “Holy Land” (Matos) – (6:26) 5/5

Faixa título do álbum e assim como a maioria das músicas, é diretamente influenciada pela música brasileira. Tem uma atuação perfeita do vocal de Andre Matos. Não é tão pesada, mas é muito importante para o álbum, apesar de infelizmente não ser muito lembrada ao vivo. A rítmica  é bem “swingada” não tendo muitos elementos metálicos. Possui muitos arranjos diferentes, como por exemplo, o uso de berimbal e chocalho, além da percussão usada. É um pouco repetitiva, mas nada que vá cansar aquele que está ouvindo.

6 – “The Shaman” (Matos) – (5:23) 4/5

Bem interessante essa música, por ter um pouco de peso, não esquecendo das influências brasileiras. Apresenta uma atuação mais agressiva dos vocais com discretas oscilações para as notas altas. Na metade da música vemos uma passagem interessante feita com som de vozes de indígenas. Depois temos uma quebra com o solo e o final da música que termina com instrumentos indígenas. É uma ótima música, mas é muito repetitiva e tem quebras de ritmo desnecessárias.

7 – “Make Belive” (Matos/Bittencourt) – (5:51) 5/5

Uma das baladas mais bonitas  do Angra e junto com Nothing to Say, é um dos grandes clássicos do álbum, que lhe rendeu um clipe também e foi utilizada como música de trabalho da banda na época de lançamento do álbum. É utilizada até hoje nos show da banda e não vai ser deixada de lado por um bom tempo, principalmente pela que representa para a história do Angra. A única parceria do álbum de Matos/Bittencourt funcionando novamente, que são os grandes compositores dessa fase do Angra.

8 – “Z.I.T.O” (Loureiro/Bittencourt/Matos) – (6:02) 5/5

Uma das melhores músicas do álbum e possui mais velocidade e peso por parte da banda, sem esquecer os clássicos arranjos de teclado que dão um algo a mais para a música. Tem quebras de ritmo, mas ouvimos uma grande atuação de Ricardo Confessori na bateria em seguida vemos um dos solos mais memoráveis da primeira fase do Angra. Refrão muito bem executado pela banda com direito a graduação de tom no final da música. Uma das principais músicas do álbum, mas é pouco lembrada ao vivo.

9 – “Deep Blue” (Matos) – (5:47) 5/5

Outra balada, talvez uma das mais esquecidas músicas da banda, apesar de ser muito boa. Andre Matos com uma atuação excelente dos vocais além do piano. Possui um instrumental muito bom e vai ficando só de fundo quando toda a banda toca, casando perfeitamente com a rítmica da banda. Tem uma quebra na metade final da música com vocais que lembram a música sacra que vem seguido do refrão e do final com um solo que dá pra sentir o feeling extraído da guitarra. Uma ótima música que não me lembro de ter visto sendo tocada ao vivo.

10 – “Lullaby for Lucifer” (Loureiro / Bittencourt) – (2:43) 4/5

Final de um clássico do Angra, só a voz e violão e sons de mar e pássaros ao fundo. Como o nome diz, é uma canção de ninar do mar, grande atuação de Andre Matos na música que encerra mais um álbum antológico do Angra. Seguindo a tradição do Angels Cry, Holy Land encerra com uma música sem sal e que não é muito lembrada pelos fãs e pela banda ao vivo.

Média do Álbum: 9/10

Curiosidades:

  • Ricardo Confessori fez pela primeira participação no estúdio com a banda, já que entrou depois da gravação do Angels Cry, que foi gravado por Alex Holzwarth, baterista do Rhapsody of Fire.
  • Foi inteiramente criado no sítio do Confessori e gravado na Alemanha.
  • A primeira faixa, Crossing, é uma missa de Giovanni Pierluigi da Palestrina.
  • Carolina IV é o nome de um barco fictício na história do álbum. Segundo algumas pessoas, Andre Matos tirou esse nome de uma linha de ônibus rodoviário que chamava Carolina IV.
  • Make Belive, escolhida para ser o clipe de Holy Land, foi uma produção que na época foi estimada em aproximadamente 146 mil reais, e se tornou na época o clipe mais caro da história do país. Além disso, rendeu méritos que concorreu na categoria de ‘Melhor Clipe da Escolha da Audiência’ na premiação da MTV Brasil, o VMB de 1997.
  • Existem algumas alternativas para o significado do nome Z.I.T.O., entre elas, Zito ser o nome de um shaman (pagé) que a banda conheceu em uma viagem ao México. A mais válida, é a de Z.I.T.O. ser a sigla da frase em latim “Zur Incognita Terra Oceanus”, que significa “Terra Secreta Oceânica do Sul”.

Angra

God upon the sea
Danger and Abyss bestowed
But He also made on it
The sky to be shown

Fernando Pessoa

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