(1993) Angra – Angels Cry


Angels Cry

Angels Cry

Angels Cry, é o álbum que revelou os paulistas do Angra para o mundo. É o primeiro álbum do Angra, que nos seus primórdios apresentava um novo conceito de Power Metal para o mundo. Rock pesado, música clássica e ritmos regionais do Brasil, foram alguns ingredientes para o sucesso da banda que lhe rendeu disco de ouro no Japão com esse álbum de estréia.

Melhor música: Carry on

Pior música:

1 – “Unfinished Allegro”  (intro) – (1:15) 4/5

Essa intro é uma adaptação de um trecho que faz parte da Sinfonia nº 8 de Franz Schubert.

2 – “Carry On” (Matos) – (5:03) 5/5

Depois da introdução, caímos diretamente no riff principal dessa que com o passar dos anos, fãs do mundo todo consideram o hino da banda. Após o riff, temos o dueto de guitarras de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt seguido por um arranjo de baixo de Luis Mariutti e finalmente temos a abertura dos vocais de Andre Matos. O Refrão contagiante que podemos escutar com clareza a afinação das notas altas do vocal. Em seguida vem o solo avassalador executado com perfeição pela dupla de guitarristas. Novamente, no refrão, Andre mostra porque é um dos melhores vocalistas do país, alcançando notas muito altas. Sem dúvidas é a melhor música do álbum e uma da melhores da carreira da banda.

3 – “Time” (Matos/Bittencourt) – (5:54) 3/5

Após a introdução lenta, novamente temos uma atuação perfeita dos vocais. Não é uma música pesada, foi muito usada como música de trabalho da banda naquela época. É longa e um pouco repetitiva e um pouco cansativa. Foge um pouco do conceito do álbum, apesar de até hoje, é muito executada em shows da banda.

4 – “Angels Cry” (Matos/Bittencourt) – (6:49) 5/5

Introdução muito lembrada e cantada pelos fãs com o “oooo”. É a faixa título do álbum e é muito interessante. Novamente, temos uma parceria de Andre e Rafael na composição. É um pouco “relex”, apesar de ser uma música rápida e com grande oscilação de vocais, que são casados perfeitamente com os backs. No meio da música temos uma pausa com um discreto solo de teclado e aos poucos vai acelerando até o solo de guitarra. Com um estranho back vocal com “rintintin” a música entra em sua parte final. É perfeita e casa com a proposta do álbum.

5 – “Stand Away” (Bittencourt) – (4:55) 5/5

Balada iniciada com violão e apresenta novamente grande atuação de Matos nos vocais. É uma música muito pedida pelos fãs até hoje mas a banda pouco executa. Aos poucos vai acelerando e entrando a distorção das guitarras e o peso da banda toma conta com um ápice no refrão. Tem um final com violão que encaixa perfeitamente ao inicio com os mesmos violões. Espero que seja mais executada ao vivo.

6 – “Never Understand” (Matos/Bittencourt) – (7:48) 5/5

Início com violões também com um ritmo tipicamente regional que graduamente vai crescendo  até a entrada do baixo e guitarras. É uma música interessante pois apresenta o conceito da banda que é misturar o Power com música brasileira. Tem uma intro que lembra música do Globo Rural, mas é uma das músicas mais criativas do álbum e que infelizmente também não é muito utilizada pela banda em shows.  É longa, mas não se torna cansativa como a maioria das músicas com essa duração. Das músicas “regionais” do Angra, podemos dizer que essa é a mais importante, principalmente por ser a primeira.

7 – “Wuthering Heights” (Kate Bush) – (4:38) 3/5

Outra balada, só que dessa vez é uma cover da cantora Kate Bush. É uma música difícil de ser cantada pois os vocais são muito agudos. Não me trás boas recordações particularmente falado, mas tirando o lado pessoal, apesar do arranjo ser adaptado para o Metal, até hoje não vi porque colocá-la no álbum.

8 –  “Streets of Tomorrow” (Matos) – (5:03) 4/5

Com o peso do começo da música, se mantém até certo ponto da música. Se os vocais fossem mais rasgados iam dar uma mudança significante da música. Se continuasse do mesmo jeito do inicio, mantendo o peso, iria fazer muita diferença. Não é uma música ruim, mas  iriam significantemente melhorar a música.

9 – “Evil Warning” (Matos/Bittencourt/M. Antunes) – (6:41) 5/5

Vem com toda a força da banda seguido por um riff de teclado. É uma das melhores músicas do álbum, mas não chega a ser um dos hinos da banda. Tem uma nítida mistura de Metal com música clássica, além de ser uma música contagiante e rápida.

10 – “Lasting Child” (Matos) – (7:35) 3/5

Começa com uma intro “sentimental” no piano, executada por Matos. É parada e característica dos álbuns do Angra, acabar com uma música mais “parada”. Também mistura Metal com influências de música clássica. Ná parte final, que é instrumental, o uso de violão e teclado da uma sensação de “Fade out” do álbum já que vai acabando aos poucos.

Média do álbum: 8/10

Curiosidades sobre o álbum:

  • Um trecho da mesma sinfonia de Unfinished Allegro é tocada no filme Minority Report.
  • Angels Cry fala sobre as crianças de rua que foram abandonadas nas ruas.
  • Wuthering Heights é baseada no livro também chamado Wuthering Heights, em português, Morro dos Ventos Uivantes.
  • Em 94, foi lançado o single do álbum que continha versão alternativa de Evil Warning e versões remixada de Angels Cry, que em 96 foram adicionadas como bonus track no relançamento do Angels Cry.
  • Lasting Child possui duas partes da música: a primeira, que é cantada é chamada de “The Parting Words” e a parte instrumental é chamada de “Renaissance“.

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  1. #1 por victorheuer em 26/06/2011 - 21:58

    kkkkkkkkkk

    Aquele back de Angels Cry canta “Chain, Chain, chain”, na verdade. Mas realmente parece que é algo como tintintin rsrsrsrs

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