(1996) Accept – Predator


Capa do álbum

Lançado em janeiro de 1996, “Predator” é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda alemã Accept e último álbum antes da banda tirar “férias” (que durariam até 2010). O álbum mostra uma banda sem inspiração, moderna demais e muito repetitiva com pequenos lampejos de genialidade. O álbum não chega a ser todo ruim, com alguns ótimos momentos, mas se tratando de Accept, banda que lançou vários clássicos nos anos 80, o álbum se torna decepcionante.

Destaques do álbum: Don’t Give A Damn, Hard Attack, Predator, Run through the Night


1. “Hard Attack” (Hoffmann/Baltes/Dirkschneider) – (4:46) 5/5

O ótimo e pesado riff abre o álbum com estilo, a música lembra muito os primeiros trabalhos da banda e com um ótimo refrão mostra que a banda era capaz de fazer um som pesado e moderno, porém sem perder a qualidade, pena que essa é uma das poucas faixas inspiradas.

2. “Crossroads” (Hoffmann/Baltes/Dirkschneider/Deaffy) – (5:13) 4/5

Cantada também pelo baixista Peter Baltes, Crossroads vira um dueto interessante após algumas ouvidas para “digerir” a música, não que seja ruim, pelo contrário…depois de um tempo passa a ser uma ótima música, mas se torna repetitiva em algumas partes. Destaque para o refrão que é ao mesmo tempo pesado e melódico.

3. “Making Me Scream” (Hoffmann/Baltes/Dirkschneider/Deaffy) – (4:14) 3/5

Um pesado riff de guitarra que nos faz balançar a cabeça da sequência ao álbum, mas se torna cansativa ao seu decorrer, muito provávelmente pelos vocais cheios de efeitos e nada inspirados de Udo Dirkschneider  que não ajudam nada nessa música e a empolgação do introdução vai por água abaixo.

4. “Diggin’ in the Dirt” (Hoffmann/Baltes/Dirkschneider/Deaffy) – (4:01) 3/5


Outro riff bem pesado e “enganador” como na faixa anterior, mais uma vez a modernidade estragou o que poderia ser uma ótima música: os vocais de Udo ficam quase irreconhecíveis por tantos efeitos colocados, mas o refrão cantado com fúria recupera um pouco a banda, mas não chegando a empolgar ainda como nos clássicos dos anos 80.

5. “Lay It Down” (Hoffmann/Baltes/Deaffy) – (5:02) 4/5


Após uma introdução estranha que mais parece o início de um solo de guitarra em algum show e o riff pesado e nada criativo deixarem a música um pouco diferente do resto do álbum, o baixista Peter Baltes assume os vocais fazendo estranhar a música ainda mais, não chega a ser ruim, tem um refrão razoavelmente bom mas não tem a cara da banda, o que em caráter de exceção nesse álbum, acabou sendo uma coisa boa. Destaque para as passagens de guitarra e os vocais de Peter nos versos.

6. “It Ain’t Over Yet” (Hoffmann/Baltes) – (4:17) 1/5


Outra música cantada pelo baixista, muitos efeitos e a ausência de Udo nesta música faz com que a música se torne repetitiva e chata, principalmente no refrão, onde a banda vinha se destacando, só que desta vez erraram feio.

7. “Predator” (Hoffmann/Dirkschneider/Deaffy) – (3:37) 5/5


Uma introdução na percussão dá início a faixa que leva o título do álbum, novamente os vocais cheios de efeitos são o ponto fraco da música só que aqui o instrumental fica muito bom, principalmente no refrão, onde a guitarra o baixo e a bateria encontram o peso perfeito e faz você querer tirar o pé do chão, mas a música torna a ficar chata nos versos, um dia em que toda a banda estava inspirada, menos o vocalista e o produtor Michael Wagener, que já havia produzido diversas bandas como WASP, Motley Crue, Skid Row, entre outros. Mas com certeza vale a conferida, é um dos pontos altos do álbum.

8. “Crucified” (Hoffmann/Baltes/Dirkschneider/Deaffy) – (3:01) 4/5


Crucified tem uma pegada rápida e prevísivel, a banda tenta alguns arranjos diferentes principalmente na guitarra que parecem não ter dado muito certo, apesar de toda a habilidade de Wolf Hoffman, o refrão curto não chega a empolgar, mas o segundo solo de Hoffman é animal, merecendo destaque e perdoando-o pelos erros no começo.

9. “Take Out the Crime” (Kaufmann/Dirkschneider/Deaffy) – (3:12) 3,5/5


A música começa e faz lembrar o começo de Accept, porém a infinadade de efeitos nos vocais novamente atrapalham e faz a música se tornar cansativa, porém a letra é muito boa, dizendo que temos que acabar com o crime, mostrando de vez que os HeadBangers são pessoas muito civilizadas e conscientes, ao contrário de toda a propaganda negativa que se faz.

10. “Don’t Give a Damn” (Hoffmann/Baltes/Dirkschneider/Deaffy) – (2:58) 5/5


Aqui a banda se inspira e tudo soa perfeito, principalmente no refrão “I Don’t give a damn, what you think of me” no maior estilo Son of a bitch do álbum Breaker, mostrando que a banda tinha muito o que fazer ainda e que apesar de toda a modernidade chegando, era possível sim fazer boa música.

11. “Run through the Night” (Kaufmann/Dirkschneider/Deaffy) – (3:19) 5/5


Em outro bom momento da banda, com um riff que nos remete aos primeiros trabalhos e um refrão que nos faz mexer a cabeça, Run Through the night seria um encerramento perfeito para o álbum…

12. “Primitive” (Hoffmann/Baltes) – (4:38) 1/5


…Mas temos a chata e repetitiva e totalmente desnecessária “Primitive”, a letra é fantástica e crítica principalmente o que eles mais fizeram no álbum…A modernidade.

Média do álbum: 6,5/10

Accept

 

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